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Redação

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Os investimentos bilionários previstos para explorar a camada pré-sal de petróleo na Bacia de Santos empolgam centenas de pequenas e médias empresas. Muitas companhias já começaram a se capacitar para aproveitar as oportunidades.
Empreendedor fatura importando máquina chinesa que pinta unhas
Presidente do Sebrae indica as 3 áreas de negócios mais promissoras em 2013
Confira os principais eventos de negócios da semana
Só entre 2012 e 2016, a Petrobras planeja investimentos de US$ 131,6 bilhões em exploração e produção de petróleo e gás na região.
A expectativa das pequenas empresas da cadeia de petróleo e gás é tornarem-se fornecedoras da Petrobras ou de seus parceiros. Só a estatal fecha mais de 100 mil contratos por ano.
Para atender às exigências de qualidade do setor, um grupo de entidades (USP, Fiesp, Ciesp e Senai-SP) criou uma iniciativa para capacitar e incentivar a inovação da indústria paulista chamada Nagi PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás).
Eles oferecem cursos em São Paulo, na Baixada Santista, no Vale do Paraíba e em Sertãozinho (as aulas começam em janeiro). Em 2013, vão abrir turmas em outras regiões do Estado.
A meta é formar, até 2014, 400 empresas que receberão assessoria para elaborar projetos de inovação e para aprender a requisitar verbas em instituições de fomento.

Setor de fases

Segundo o diretor-adjunto de infraestrutura do Ciesp, Kalenin Branco, o negócio de combustíveis fósseis envolve um longo período de maturação, mas em todas as fases há oportunidades de lucro. "Do anúncio de um poço até a concretização da operação, são 15 anos de esforços.
As pequenas e médias empresas precisam se capacitar logo, acompanhar cada fase da cadeia para aprender a encontrar negócios", diz Branco.
Uma pequena indústria que tenta surfar na onda do pré-sal é a Termodin, de São Paulo, que fabrica ventiladores industriais e equipamentos de ar-condicionado. A diretora-executiva da empresa, Juliana Pereira, 34, conta que já fez negócios com a cadeia de combustíveis, mas considera que os novos desafios são maiores por causa da competição externa.
"Investimos na expansão da capacidade produtiva, em melhorias incrementais e em TI. O preço menor é a principal arma dos competidores externos, por isso a necessidade de se capacitar mais."
A empresária se inscreveu no Nagi PG enxergando oportunidades, mas também citou dificuldades, como o fato de a matéria-prima local ser mais cara.
Outra empresa atenta às oportunidades do setor é a Fast Work Solutions, de Santos. Seu proprietário, Cláudio Bruno Franco, 47, aposta em softwares de gestão empresarial em computação em nuvem, além de treinamento e suporte na área de TI.
Lalo de Almeida/Folhapress    
Claudio Bruno Franco, dono da Fast Work Solutions, empresa de treinamento e suporte na área de TI que está trabalhando com cadeio de combustiveis fósseis
Empresa de Cláudio Bruno Francode oferece treinamento e suporte na área de TI para cadeia de petróleo e gás
Ele conta que, nas reuniões do Nagi PG, aprendeu quais são as opções públicas de financiamento para inovação. "As instituições exigem bons projetos, é preciso aprender a elaborá-los", diz.
A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) concentra no Brasil os investimentos para a cadeia de combustíveis fósseis nas pequenas empresas com os programas Inova Brasil e o Inova Petro (em parceria com o BNDES). São R$ 3 bilhões de recursos disponíveis, com limite de crédito de 90% do investimento.

Demandas

Hoje, a principal operação da Petrobras em São Paulo está relacionada ao refino.
Para a retirada do óleo do pré-sal, prevista para iniciar plenamente em 2016 na Bacia de Santos, a estatal vai precisar de 38 novas plataformas e 45 sondas de perfuração e também da construção de refinarias e fábricas de fertilizantes, além da implantação de uma usina de biodiesel e de bases de distribuição.
Segundo o gerente de fornecimento de bens e serviços da Petrobras em Santos, Victor José de Saboya Oliveira, é um diferencial dispor de fornecedores que atendam a estatal em preço, prazo e qualidade, instalados próximos à sua operação.
"Há ganhos relacionados ao fornecimento de peças sobressalentes, além da mitigação de riscos relacionados a variações cambiais", ele diz.
E há exigência de conteúdo nacional para várias áreas de exploração da área de combustíveis. As primeiras sondas de perfuração construídas no Brasil terão 55% de conteúdo local.
Um gasoduto pode atingir até 95%. Em relação à competição com fornecedores estrangeiros, Oliveira afirma que as pequenas empresas brasileiras também têm trunfos nos negócios.
"[Elas] têm oportunidades nos fornecimentos mais simples, a partir de seus registros locais. E também podem participar suprindo os fornecedores de itens mais complexos."

A Petrobras busca

Tubos, conexões, caldeiraria, equipamentos submarinos, bombas, motores, turbinas, guindastes, guinchos, válvulas, geradores e motores, subestação, transformadores, equipamentos de instrumentação e automação, além de serviços, como engenharia, construção e montagem.

O cadastro de fornecedores é feito no Canal Fornecedor, disponível no site.

Fonte: Folha de São Paulo

Data: 10/12/2012

A Philips do Brasil, empresa líder em saúde e bem-estar, participa entre os dias 10 e 16 de dezembro, da 2º edição da Campanha de Coleta seletiva de eletrodomésticos e eletroeletrônicos pós-uso, que contará com dez postos de arrecadação em estações credenciadas do Metrô de três capitais brasileiras –Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. A ação, realizada pela Philips, conta também com parcerias como o Ministério do Meio Ambiente, os Metrôs, Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro e das empresas Essencis, Apliquim, Mega Reciclagem, Oxil e Descarte Certo. 

“Este ano, a expectativa da Philips é arrecadar aproximadamente 20 toneladas de equipamentos sem uso que seriam descartados de forma incorreta no meio ambiente, dobrando o resultado do ano passado que foi por volta de 10 toneladas”, afirma Henk de Jong, CEO da Philips para a América Latina.

O objetivo da campanha é conscientizar a população sobre a importância em destinar de forma correta os eletrodomésticos e eletroeletrônicos sem utilidade e auxiliar os consumidores, disponibilizando locais apropriados para a coleta e reciclagem destes equipamentos.

“A parceria com as Companhias de Metrô e com as empresas de diversos segmentos, nos possibilita instalar os postos de coleta em locais de grande circulação de pessoas, potencializando a ação. As centrais de manufatura reversa irão reaproveitar os materiais que possam retornar ao processo produtivo, reduzindo a necessidade de extrair mais elementos da natureza”, finaliza o executivo.

A iniciativa dá continuidade ao programa pioneiro Ciclo Sustentável Philips, que constitui na reciclagem de produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos produzidos pela empresa. O projeto, lançado em 2010, reforça o compromisso da Philips em oferecer soluções sustentáveis, trazendo benefícios para o meio ambiente.

Para participar do projeto, os interessados podem procurar um dos endereços em sua cidade. Produtos e equipamentos de outras empresas também poderão ser descartados. 

 

Serviço: 

 

Postos de arrecadação nos metrôs:

 

Belo Horizonte
Estações: Central, Lagoinha, Vilarinho e Eldorado

Brasília
Estações: Central e Águas Claras

Rio de Janeiro
Estações: Central, Carioca, General Osório e Pavuna

 

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

Data: 10/12/2012

Há 18 meses do início da Copa do Mundo da FIFA 2014, o mundial já rendeu mais de R$ 50 milhões em negócios para as micro e pequenas empresas brasileiras, segundo balanço do Sebrae. Em 07/12/2012, a instituição encerrou, no Rio de Janeiro, o ciclo do Encontro de Negócios – Oportunidades e Finanças para 2014. Representantes de entidades financeiras nas 12 cidades-sede do evento esportivo e mais de 1,5 mil empresários participaram dos encontros, com o objetivo de estimular o intercâmbio de experiências e relações comerciais, tornando as empresas mais competitivas sem prejudicar as finanças.

A iniciativa integra o programa Sebrae 2014, que mapeou cerca de 930 oportunidades de negócios para o mundial em dez segmentos específicos. “O Sebrae investiu R$ 11 milhões para realizar os Encontros de Negócios nas 12 cidades da Copa neste ano. A expectativa é de gerar um volume de negócios pelo menos dez vezes maior, ou seja, deve superar R$ 100 milhões somente com os eventos de 2012”, ressaltou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Além das rodadas de negócio, os participantes tiveram a chance de esclarecer dúvidas com representantes de instituições financeiras, entre elas Santander, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As questões mais abordadas durante os encontros envolveram o uso de recursos próprios para investimentos fixos, a confiança necessária para construção de um sólido relacionamento com os bancos e as garantias exigidas para obtenção de crédito junto aos agentes financeiros. “Nosso trabalho é sensibilizar os empresários para aproveitar as oportunidades, mantendo saudável o caixa da empresa”, alertou o gerente de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, Paulo Alvim.

Após os talk shows sobre serviços financeiros e linhas de crédito e financiamento, os empresários participaram das rodadas de negócios, momento destinado à realização dos acordos comerciais e parcerias entre fornecedores e compradores. Entre os negócios fechados durante o evento, há exemplos de hotéis de médio e grande porte que acertaram a compra de produtos ou serviços de pequenos negócios nos setores da construção civil, agronegócios e móveis.

 

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

Data: 11/12/2012

Sexta, 14 Dezembro 2012 13:41

Petrobras quer manter trabalhadores

A Petrobras vai fazer um trabalho com médias e grandes construtoras para que as empresas do setor identifiquem e retenham profissionais qualificados em cursos da indústria de petróleo e gás. Boa parte dessa mão de obra está migrando, depois de formada, para outras áreas de atividade. A evasão de profissionais preocupa a Petrobras e vai forçar uma discussão com construtoras, fornecedoras de bens e serviços da estatal, sobre formas de manter os melhores talentos que saem dos cursos gratuitos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

No começo de 2013, deverá haver reunião para discutir o tema entre a Petrobras e construtoras na Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi). "Estamos qualificando pessoas que têm migrado para outras indústrias como papel e celulose e bebidas e para projetos de infraestrutura. Vamos conversar com os grandes contratadores [de mão de obra] para que os melhores quadros saídos do Prominp permaneçam na indústria de petróleo e gás", disse Paulo Alonso, coordenador-executivo do programa. Ele disse que a indústria de petróleo está perdendo 40% da mão de obra qualificada para outros setores, incluindo grandes projetos de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014.

O Prominp tem como missão aumentar a participação dos fornecedores de bens e serviços brasileiros nos projetos de petróleo e gás no Brasil e no exterior. Mas nos primeiros anos do programa grande parte dos esforços foram dirigidos para qualificação profissional pois havia gargalos de mão de obra para atender às demandas da indústria de petróleo e gás, disse Alonso. Desde 2003, quando foi criado, o Prominp qualificou 90 mil trabalhadores por meio de cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do Centro Nacional de Educação tecnológica (Cefet) e de universidades.

Essa primeira fase de qualificação demandou investimentos de R$ 252 milhões. Até 2016 será preciso qualificar mais 200 mil trabalhadores, o que vai exigir R$ 300 milhões em investimentos. Alonso disse que a Petrobras entrou com pedido na Agência Nacional do Petróleo (ANP) para utilizar esses recursos. O dinheiro solicitado à agência tem origem na parcela de 1% desembolsada pela Petrobras sobre o faturamento dos campos de petróleo que pagam participação especial (PE), os quais produzem mais de 20 mil barris por dia. O percentual arrecadado nesses campos destina-se a atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Joaquim Passos Maia, diretor da Abemi, disse que a entidade vai liderar o desenvolvimento de um programa de certificação profissional que deverá estar pronto para ser implantado dentro de oito meses. Esta certificação poderá contribuir para limitar a evasão de profissionais, disse Maia. O programa de certificação será feito em parceria com o Senai e com a Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (Abraman) e irá se apoiar em conhecimentos do Centro Nacional para Construção, Educação e Pesquisa (NCCER, na sigla em inglês). A certificação foi um dos projetos definidos no 9º Encontro Nacional do Prominp, realizado na semana passada, em Belo Horizonte (MG), disse Maia.

Ele afirmou que o Brasil vive o paradoxo do pleno emprego com baixa produtividade. Em segmentos profissionais da indústria do petróleo, como soldadores, encanadores, eletricistas e montadores, a demanda está aquecida, mas os profissionais muitas vezes não estão qualificados para atender o que se exige. 

No encontro do Prominp na capital mineira, Maia apresentou gráfico, com base em dados da consultora ManPower, segundo o qual o Brasil é o segundo país do ranking em termos de dificuldades para se preencher postos de trabalho. A razão para o país ocupar esta posição está na falta de competência técnica da força de trabalho. O primeiro país da lista é o Japão, mas por razões bem diferentes das encontradas no Brasil: entre os japoneses, há falta de trabalhadores disponíveis para ocupar postos menos qualificados, disse Maia.

 

Fonte: http://www.portalnaval.com.br

Data: 11/12/2012

Sexta, 14 Dezembro 2012 13:40

Rio ganha uma fábrica de trens

A concessionária de trens urbanos do Estado do Rio SuperVia - controlada pela Odebrecht TransPort - anunciou na segunda (03) a construção de uma fábrica para montagem de trens em Deodoro, zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, em parceria com a francesa Alstom. Pelo acordo, a SuperVia vai investir R$ 300 milhões, sendo R$ 20 milhões na obra da unidade fabril e os outros R$ 280 milhões na compra de 20 trens que serão montados pela companhia francesa no local e entregues entre fevereiro e agosto de 2014. As obras da fábrica começam em janeiro de 2013 e deverão se estender por sete meses.
A decisão de construir a fábrica, segundo o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, teve como principal objetivo adiantar a demanda dos 20 trens que já faziam parte de um compromisso da concessionária com o Estado do Rio e deveriam ser entregues entre 2016 e 2020. A fábrica ficará em um terreno de 32 mil metros quadrados, que já pertencia à SuperVia, e terá índice de nacionalização de 70%. Segundo o executivo, a iniciativa também deverá facilitar a obtenção de crédito no mercado nacional.
O aporte de R$ 300 milhões da SuperVia faz parte do plano de investimentos da empresa, que prevê um total de R$ 1,2 bilhão entre 2011 e 2016. O montante, segundo Cunha, deveria ser investido até 2020. "Com essa antecipação das compras do trens, a partir da construção da fábrica, vamos atingir esse montante [de R$ 1,2 bilhão] até 2016", disse o executivo. Serão gerados, no local, 200 empregos diretos durante a operação.
Para o plano de investimentos, o BNDES já havia enquadrado um financiamento de aproximadamente R$ 800 milhões, e liberado um empréstimo-ponte no valor de R$ 248 milhões, para a SuperVia executar algumas ações. Agora, a SuperVia solicitou ao BNDES um enquadramento suplementar para financiar a compra dos trens, e foi autorizada pelo banco a utilizar parte dos recursos do empréstimo-ponte para pagar à Alstom a primeira parcela da compra dos trens.
A atual gestão da SuperVia assumiu em janeiro de 2011 e vai investir, até o fim de 2012, um total R$ 405,6 milhões. Dentre os principais objetivos traçados estão a renovação da frota de trens, com a aquisição de 110 unidades - da quais 90 foram adquiridas pelo governo e 20 pela SuperVia - e a modernização de outras 73. Além disso, a empresa ainda se comprometeu a instalar um novo sistema de sinalização, que segundo a companhia permitirá a redução de intervalos, além da revitalização da infraestrutura.
Dos 90 trens que cabem ao governo do Estado, 30 foram comprados da chinesa CNR e estarão em operação até o fim deste mês. Em outubro deste ano, o governo assinou um contrato para aquisição de outras 60 composições, que serão entregues à operação até o fim de 2015.
Atualmente, a SuperVia tem 190 trens e atua em uma malha viária de 270 quilômetro em cinco ramais com 100 estações. Está sendo construída mais uma estação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O percurso atravessa o Rio e mais onze municípios da Região Metropolitana: Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Queimados, São João de Meriti, Belford Roxo, Japeri, Magé, Paracambi e Guapimirim. A SuperVia transporta, em média, 540 mil passageiros por dia útil.

 

Fonte: Valor Econômico

Data: 03/12/2012

Um contrato de R$ 432 milhões da Transpetro é um passo concreto para um objetivo do governo: tirar o transporte hidroviário da inércia. A empresa da Petrobrás encomendou cem embarcações para reduzir o uso de caminhões no transporte de etanol. Quando os 20 comboios - compostos por um empurrador e quatro balsas cada - estiverem prontos, em 2016, o aproveitamento da Hidrovia Tietê-Paraná deverá dobrar, passando de 15% para 30%.

O Estaleiro Rio Tietê, contratado para a empreitada, montou a estrutura de produção para a Transpetro em Araçatuba, no Oeste de São Paulo. As primeiras chapas de aço começaram a ser cortadas em outubro e hoje a empresa já contabiliza 210 funcionários em sua unidade produtiva, instalada às margens do Tietê. À medida que os trabalhos avançarem, o número de empregados chegará a 400. A primeira embarcação será lançada ao rio em junho de 2013.

Embora a Transpetro sustente as condições atuais permitam que os 20 comboios entrem em operação sem nenhuma obra, o novo estaleiro espera que investimentos prometidos para a Hidrovia Tietê-Paraná saiam do papel. Uma parceria entre os governos federal e paulista promete R$ 1,5 bilhão para a melhoria de barragens, construção de eclusas e trabalho de calado (profundidade) em 800 quilômetros total de 2,4 mil km da hidrovia.

As obras podem ser um incentivo para que outros segmentos se animem a usar o trecho Tietê-Paraná para transportar mercadorias. Segundo o gerente de relacionamento do estaleiro, Alexandre Bruno, a empresa já recebeu contatos de outros clientes interessados em encomendar comboios parecidos com o da Transpetro. Sociedade entre o empresário Wilson Quintela Filho e o estaleiro paraense Rio Maguari, o projeto conta com isso para não desaparecer do mercado após a conclusão do contrato.

Potencial. As oportunidades de expansão das hidrovias no País são grandes, segundo especialistas em logística. Hoje, só 13% da produção brasileira são transportados por rios, índice equivalente à metade do americano (veja quadro ao lado). O País ainda é bastante dependente das rodovias, consideradas justamente a opção mais cara. A meta do governo é pelo menos dobrar a participação das hidrovias na matriz logística até 2025.

Essas ambições esbarram, no entanto, em erros estratégicos do passado. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), boa parte das hidrelétricas brasileiras foi construída sem eclusas. Para fomentar o transporte hidroviário, aponta estudo da Antaq, a construção de 27 eclusas é considerada prioritária pela agência reguladora. Essas obras exigiram um desembolso de R$ 11,6 bilhões dos cofres públicos.

A ausência de eclusas é mais um símbolo da falta de planejamento estratégico da infraestrutura brasileira, na opinião de Paulo Resende, coordenador do núcleo de logística da Fundação Dom Cabral. "O Ministério de Minas e Energia e o de Transportes não se comunicam. Se incorporadas ao projeto das hidrelétricas, as eclusas custariam entre 30% e 40% do valor agora projetado", diz o especialista. Para Resende, com todas as necessidades do Brasil, é difícil justificar um gasto de R$ 11 bilhões em projetos hidroviários.

A necessidade de investimentos nas hidrovias brasileiras motivou a Transpetro a não contar com outros projetos, como a melhoria da navegabilidade do Tietê ou a conclusão do etanolduto da Logum, empreendimento do qual a Petrobrás é sócia, para tornar viável o uso dos comboios.

As cem embarcações que sairão do estaleiro de Araçatuba poderão ser usadas mesmo que nenhuma outra obra estrutural se torne realidade, afirma o presidente da Transpetro, Sérgio Machado. "Será possível navegar com o rio do jeito que está", diz. O executivo lembra que o projeto de R$ 1,5 bilhão para melhoria do trecho paulista da hidrovia foi anunciado após a decisão da Transpetro sobre os comboios.

 

Fonte: http://www.estadao.com.br

Data: 06/12/2012

A HRT anunciou a descoberta de indícios de gás no poço 1-HRT-10-AM, localizado na bacia do Solimões, de acordo com comunicado nesta quarta-feira.

A empresa atua na bacia junto à TNK-Brasil, subsidiária da TNK-BP.

Os testes da empresa constataram quatro intervalos com gás na Formação Juruá, objetivo principal deste poço, entre 2.110 e 2.260 metros de profundidade, afirmou a petrolífera em comunicado ao mercado.

"Após atingir o embasamento, o poço será perfilado e revestido para a realização de testes de formação, visando avaliar o tipo de hidrocarboneto e o potencial de produção dos reservatórios", segundo a nota.

"Este poço localizado no bloco SOL-T-192 confirma a extensão para sul das acumulações previamente conhecidas na bacia do Solimões e confirma o potencial da bacia para novas descobertas", acrescentou a empresa.

O poço está sendo perfurado pela sonda QG-VIII, da Queiroz Galvão, e tem previsão de profundidade final a 2.680 metros.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br

Data: 05/12/2012

Ampliar o uso de energias renováveis é o objetivo dos países do Mercosul, segundo os representantes de setores públicos e privados de produção de energia que participaram hoje (7) do 1º Fórum Empresarial do Mercosul. De acordo com empresários e dirigentes públicos, os países do bloco têm potenciais inexplorados e capacidade de abastecimento para assegurar o desenvolvimento do continente, garantir a soberania e diversificar as fontes energéticas.

O presidente da Galvão Energia, Otávio Silveira, disse que o Brasil ainda tem um potencial de aproximadamente três vezes a produção nacional de energia eólica. Segundo ele, de 2002 a 2009, foram instalados no país geradores eólicos capazes de produzir 8 mil megawatts de potência. A energia térmica teve um aumento de 7 gigawatts de 2010 a 2012.

“Precisamos ter fontes sustentáveis e integrar as matrizes energéticas, avançando no caminho de uma matriz mais sustentável e independente de combustível fóssil”, disse Galvão. “A diversidade garante uma base de segurança, se uma falhar, temos mais opções”.

Na Argentina, há um plano para ampliação do uso de matrizes energéticas mais sustentáveis. De acordo com secretário de Energia do Ministério do Planejamento argentino, Daniel Cameron, o país pretende sair de 2% de energia proveniente de matrizes renováveis no país para 10% até 2030.

Os combustíveis fósseis, no entanto, ainda têm grande destaque na região. Com o ingresso da Venezuela, cuja adesão ao bloco foi promulgada hoje (7), o Mercosul consolida-se como uma das principais potências energéticas mundiais, com 19,6% das reservas mundiais provadas de petróleo do mundo, 3,1% das reservas de gás natural e 16% das reservas de gás recuperáveis de xisto.

Com a Venezuela, o Mercosul torna-se o detentor da maior reserva de petróleo do mundo, com mais de 310 bilhões de barris de petróleo em reservas certificadas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Das reservas, 92,7% estão na Venezuela.

O Brasil tenderá a ampliar sua participação nas reservas de petróleo do bloco à medida que os trabalhos de certificação das reservas do pré-sal brasileiro progridam.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai - que está suspenso do bloco até abril de 2013. Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia estão no grupo como países associados. Há, ainda, como membros observadores, México e Nova Zelândia.

 

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Data: 07/12/2012

Uma missão brasileira formada por dirigentes da Petrobras, da Transpetro e da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav) inicia nesta segunda-feira (10) uma visita aos principais polos produtores do setor naval no Reino Unido (Aberdeen, New Castle, Leicester, além de Londres).

Segundo comunicado da Petrobras, o objetivo da visita é apresentar a empresários ingleses a carteira da demanda brasileira de navipeças nesta década e explicar em detalhes a política de conteúdo local em vigor. Além disso, a intenção é atrair empresas para atuar no Brasil, seja com unidades produtivas instaladas em solo brasileiro ou em parceria com empresas nacionais do setor.

O coordenador executivo do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), Paulo Sergio Rodrigues Alonso, que integrará a missão, explicou que as encomendas até 2020 incluem 48 sondas, 198 barcos de apoio, 38 plataformas de produção e 88 navios, e exigirão investimentos da ordem de US$ 103,7 bilhões.

Durante a visita, haverá espaço também para reuniões com dirigentes de indústrias produtoras de bens de interesse do Brasil (hélices, motores, módulos de acomodação de pessoas, turbinas e sistemas de posicionamento dinâmico, entre outros itens), segundo o comunicado.

Em 2013, a missão comercial brasileira também planeja visitar o Japão e à Alemanha com a mesma proposta de trabalho.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br

Data: 07/12/2012

A Associação Brasileira de Revendedores de GLP (ASMIRG-BR) está comemorando o trâmite do Projeto de Lei 1968/2011, que propõe alterações na lei 12.009/2009 (regulamenta a entrega de gás e água com o motofrete, exigindo-se o sidecar ou semirreboques). Atualmente, é proibido o transporte de combustíveis, produtos inflamáveis ou tóxicos e de galões nos veículos, com exceção do gás de cozinha e de galões contendo água mineral, desde que com o auxílio de sidecar, nos termos de regulamentação do Contran.

Com a alteração da lei, passaria a ser permitido o transporte de um botijão de gás na moto, sem o auxilio do sidecar ou do semirreboque. A alteração já foi aprovada pela Comissão Viação e Transporte e agora está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que analisará se este PL não fere nossa Constituição. Da CCJC, o PL vai para o Senado e, se passar, vai para a sanção presidencial.

Para Élcio Antônio Wurlitzer, da Milico Gás, o projeto é interessante. "Ficou mais seguro depois que começamos a utilizar o sidecar, mas acredito que para levar só um botijão, tem como fazer uma armação segura para agilizar a entrega", conta. Ele afirma que o botijão deve ser levado em pé. "Antes, as entregas eram feitas com ele deitado, mas os dispositivos de segurança dos botijões são feitos para quando ele está em pé e isso deve ser levado em conta", completa.

Jair Borges Martins, da Jair Gás, extinguiu as entregas com motos quando a lei entrou em vigor e ainda não sabe se vai voltar a utilizar o veículo. "Parei por causa do risco. É mais rápido, mas se o condutor chega a se acidentar é complicado. O custo para entregar de caminhonete é maior, mas é mais seguro", diz. Se o projeto de lei for aprovado, ele pode voltar a entregar de moto. "Vamos pensar, mas se fala muita coisa de que vai voltar a poder e nunca é aprovado", completa.

Em matéria publicada no Jornal de Beltrão do dia 6 de janeiro de 2011, o capitão Rogério Pitz, sub-comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar, explica que existe a Resolução 356/2010 que disciplina o uso de motocicletas no transporte de mercadorias. "A motocicleta não foi feita para transportar produtos, mas como é um veículo leve e ágil acabou sendo utilizada por muitas empresas para entrega nos domicílios de produtos diversos como gás de cozinha, água mineral, pizza, entre outros", comenta.

Ele diz que já foi feito um trabalho de orientação com as empresas de Francisco Beltrão e muitas delas já respeitam a legislação fazendo a entrega com camionetas. Mesmo assim, quem desrespeitar a lei está sujeito às sanções. O oficial afirma que o transporte só pode ser efetuado com sidecar ou com baús em cima do banco da moto. Água ou botijões nas laterais não podem ser levados.

 

Confira o que diz a legislação sobre o transporte de gás

 

O equipamento fechado (baú) deve atender aos seguintes limites máximos externos largura: 60 cm, desde que não exceda a distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores; comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira do veículo; e altura: não poderá exceder a 70 cm de sua base central, medida a partir do assento do veículo.

O baú deve conter faixas retrorrefletivas, de maneira a favorecer a visualização do veículo durante sua utilização diurna e noturna. É proibido o transporte de combustíveis inflamáveis ou tóxicos, e de galões nos veículos de que trata a Lei 12.009 de 29 de julho de 2009, com exceção de botijões de gás com capacidade máxima de 13 kg e de galões contendo água mineral, com capacidade máxima de 20 litros, desde que com auxílio de sidecar.

 

Penalidade de Transitar com o veículo:

 

IV - com suas dimensões ou de sua carga superiores aos limites estabelecidos legalmente ou pela sinalização, sem autorização: Infração - grave. Penalidade - multa. Medida Administrativa - retenção do veículo para regularização;

VI - em desacordo com a autorização especial, expedida pela autoridade competente para transitar com dimensões excedentes, ou quando a mesma estiver vencida. Infração grave. Penalidade multa e apreensão do veículo. Medida Administrativa: remoção do veículo;

VIII - efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não for licenciado para esse fim, salvo casos de força maior ou com permissão da autoridade competente.

 

Fonte: http://www.jornaldebeltrao.com.br

Data: 07/12/2012

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