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Redação

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Honda vai investir R$ 100 milhões em Centro de P&D em Sumaré (SP).

 

As empresas brasileiras do setor automotivo têm desempenhado um papel cada vez mais ativo no processo de inovação como parte do fenômeno de descentralização global das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Esse movimento, caracterizado e analisado em um estudo brasileiro que será publicado neste mês na Alemanha, pode ainda ganhar contornos mais expressivos com novas políticas públicas de fomento ao desenvolvimento tecnológico, como o programa Inovar-Auto, regulamentado em outubro pelo governo federal.

O estudo "Inovação brasileira na cadeia de valor automotiva global", realizado pelo professor Ruy Quadros, do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra de que forma a indústria automotiva do Brasil está se consolidando como um novo espaço para inovação nessa cadeia industrial mundial. Parte das conclusões dessa pesquisa foi publicada em fevereiro de 2012 pelo Institute of Development Studies (IDS), do Reino Unido, mas o estudo completo, com dados atualizados, será lançado em livro, em inglês, neste mês pela editora alemã Lambert Publishing, sem previsão de lançamento no Brasil.

 

Atração das economias emergentes

 

As taxas de crescimento dos países emergentes acima da média mundial nos últimos anos, somadas ao aumento nas vendas de veículos nesses mercados outrora considerados periféricos, estão atraindo as atenções das grandes fabricantes de veículos nos últimos anos. No Brasil, novas montadoras estão aportando com suas fábricas interessadas nesse mercado e as novas regras para estimular a pesquisa tecnológica e os serviços de engenharia devem ampliar ainda mais a participação nacional na inovação produzida nos veículos.

Indústria automotiva do Brasil está se consolidando como um novo espaço para inovação nessa cadeia industrial mundial, com a meta de aumentar o índice de nacionalização dos automóveis produzidos no Brasil, as montadoras estão investindo em inovação, atendendo às demandas específicas do País e desenvolvendo produtos adequados às condições nacionais. Em outubro, por exemplo, a japonesa Honda lançou em Sumaré (SP) a pedra fundamental de seu novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, com investimento previsto para os próximos dois anos de R$ 100 milhões.

 

Novo regime automotivo

 

O Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), que deve vigorar até o final de 2017, concede crédito sobre o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que fizerem investimentos em pesquisa e inovação. O novo regime automotivo, cuja regulamentação foi publicada em 3 de outubro, prevê que os fabricantes de veículos deverão investir ao menos 0,5% da receita em P&D e 1% em engenharia e tecnologia industrial básica.

Inovar-Auto prevê que fabricantes deverão investir ao menos 0,5% da receita em P&D e 1% em engenharia

Ruy Quadros, em entrevista a Inovação Unicamp, afirma que o Inovar-Auto será um estímulo importante para o setor, "apesar de as exigências de investimento ainda estarem abaixo daquelas já realizadas pelas empresas do setor automotivo no Brasil". Segundo o professor da Unicamp, outro ponto importante do programa é a necessidade de aprimoramento da eficiência energética dos veículos, de pelo menos 12% nos próximos cinco anos. "A questão da eficiência energética é um ponto novo e muito positivo do programa", destaca Quadros. Parte dos dispêndios em P&D e engenharia, explica o professor, poderá também ser realizada por intermédio de fornecedor contratado, o que deverá demandar ainda mais das empresas de autopeças locais que já inovam nesse mercado.

Atualmente o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de automóveis, atrás da China, Estados Unidos e Japão. No entanto, no ranking mundial de fabricantes de veículos, ele é apenas o sétimo do mundo. Nos próximos três anos, os investimentos previstos pelo setor automotivo no Brasil são de cerca de US$ 22 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda, e as metas do governo são de que esse mercado seja abastecido gradativamente por um percentual maior de veículos produzidos em território brasileiro, preferencialmente com tecnologia nacional.

 

Ampliação da capacidade de engenharia

 

Apesar de levar em conta a importância do movimento das grandes montadoras instaladas no Brasil, a pesquisa de Quadros tem seu foco na cadeia de valor representada pelos fornecedores de autopeças e prestadores de serviços e na influência que a descentralização das atividades de inovação das fábricas de automóveis tem exercido nesse setor. 

Para mensurar esse movimento de descentralização, Quadros mostra de que forma as quatro maiores montadoras em operação no País ampliaram sua capacidade de engenharia a partir do final da década de 1990 e voltaram seus esforços para o desenvolvimento de produtos nas subsidiárias brasileiras. Segundo ele, a norte-americana General Motors, em 2005, aumentou as competências de sua unidade de desenvolvimento de produtos no Brasil, equiparando-a aos demais centros de inovação da marca nos Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul e Austrália. Com isso, aumentou a equipe de engenharia de 400 profissionais, em 1999, para 1.300 engenheiros, em 2007.

Em 2008, dispendios em P&D do setor automotivo representaram 27% do total investido em P&D pela indústria de transformação

A unidade brasileira de engenharia da alemã Volkswagen também cresceu em importância na plataforma de desenvolvimento de produtos da montadora. Em 1999, a empresa contava com 450 engenheiros no País, número que subiu para 650 em 2005. Na semana passada, a empresa anunciou que 2012 foi seu melhor ano de vendas em quase seis décadas de operação no País e que deve encerrar o ano com 850 mil unidades vendidas, entre carros de passeio e comerciais leves. O Brasil, que já é o segundo maior mercado da marca no mundo, atrás apenas da China, deve receber, até 2016, um investimento de R$ 8,7 bilhões da Volkswagen.

No caso da italiana Fiat, a subsidiária brasileira se transformou em um centro mundial de competência em algumas tecnologias, como nos sistemas de suspensão, apesar de, segundo Quadros, não ter independência formal para o desenvolvimento completo de modelos. De acordo com o estudo, a Fiat, no entanto, é um caso raro de pesquisa colaborativa aberta entre um fabricante instalado no Brasil e instituições de pesquisa externas, como a realizada entre 2004 e 2007, sobre interferências eletromagnéticas, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No setor de desenvolvimento de produtos, a Fiat elevou no Brasil o volume de engenheiros contratados de 150, em 1999, para 400, em 2007.

O estudo afirma que, entre as quatro maiores fabricantes, a norte-americana Ford é a que apresenta uma evolução mais significativa, apesar de, em meados dos anos 1990, ter centralizado seu setor de desenvolvimento de automóveis compactos no Reino Unido, como parte de um processo de reestruturação. Depois de perder mercado no Brasil e reduzir seu quadro de engenheiros para menos de uma centena de profissionais, destaca Quadros, a Ford decidiu mudar de abordagem. A alavanca do processo foi o projeto de desenvolvimento do modelo EcoSport, em meados dos anos 2000, que alcançou sucesso no mercado e estimulou a ampliação do corpo de engenheiros da empresa, que passou de 120 profissionais, em 1999, para 650 profissionais, em 2005. Apesar de não dispor de dados mais recentes sobre esses recursos humanos, Quadros afirma que as montadoras recentemente esbarraram no obstáculo da escassez de engenheiros que afeta o País, impedindo a contratação de mais funcionários.

 

Crescimento do peso da P&D

 

Quadros demonstra no estudo, citando dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), de que forma a P&D no setor automotivo (que inclui os fornecedores de autopeças) cresceu muito mais do que na indústria brasileira de transformação como um todo. O crescimento dos investimentos em P&D chegou a 516% entre 2000 e 2008, quando passou de R$ 549 milhões para R$ 3,4 bilhões. No mesmo período, os gastos com P&D da indústria brasileira em geral cresceram de R$ 4,3 bilhões para R$ 12,4 bilhões, ou 186%. Outro indicador importante que destaca o aumento do peso da indústria de veículos no cenário de inovação nacional é a fatia que ela ocupa no total de P&D: em 2000, os investimentos em P&D do setor automotivo representavam apenas 13% do total investido em P&D pela indústria brasileira; em 2008, esse número dobrou, para 27%.

 

Nova estrutura organizacional

 

O processo pelo qual as empresas transferem atividades do processo de inovação dos departamentos centrais de P&D e das unidades centrais de desenvolvimento de produtos para outras organizações é chamada de "segmentação organizacional do processo de inovação" (ODIP, na sigla em inglês), destaca o estudo de Quadros. Esse fenômeno pode acontecer tanto na concessão de mandatos para setores internos da própria empresa — como subsidiárias e unidades descentralizadas de desenvolvimento de produtos — quanto para atores externos — como fornecedores, firmas de engenharia, prestadores de serviços intensivos em conhecimento (KIBS, na sigla em inglês), institutos de pesquisa e universidades.

Recentemente, os fornecedores de autopeças têm conquistado uma importância maior no design e na inovação relacionados aos projetos de veículos. Das 20 mil a 30 mil partes individuais que compõem em média um automóvel, reunidos em centenas de componentes e subsistemas, 50% a 75% são adquiridos pelos fabricantes de veículos de seus fornecedores, que dispõem de relativa independência de engenharia e design para desenvolvê-los a partir das especificações da montadora.

 

Amostragem do estudo

 

Para realizar o estudo, Quadros elegeu uma amostra representativa de 12 empresas brasileiras e estrangeiras de autopeças com operações no Brasil, realizou entrevistas e fez visitas e observações de campo para compreender as transformações. Entre as empresas estão oito brasileiras (duas delas joint-ventures com norte-americanas) e quatro multinacionais (três alemãs e uma norte-americana). A pesquisa de campo descobriu que sete das 12 empresas alcançaram um nível avançado na capacidade de inovação, gerando produtos e processos que muitas vezes serão empregados fora do mercado brasileiro. Três das firmas possuem capacidade de inovação considerada intermediária e duas delas tem capacidade de inovação classificada como básica. 

"Um ponto de destaque nos casos estudados é que o estabelecimento das capacidades de inovação tem se concentrado em um número limitado de domínios tecnológicos, sendo os mais significativos os de engenharia de materiais — incluindo metais, polímeros e tribologia [ciência que estuda fenômenos relativos ao atrito, desgaste e lubrificação] —, engenharia mecânica, engenharia química e metalurgia", explica o estudo.

A pesquisa empreendida por Quadros conclui que o aprimoramento da capacidade de inovação dos fornecedores de autopeças foi um processo contínuo, baseado em um planejamento estratégico, ao longo de pelo menos 15 anos. Essa acumulação de capacidade tecnológica para desenvolver novos produtos e processos, no entanto, não foi uma consequência da ODIP, pois começou antes mesmo de as grandes companhias dos países desenvolvidos decidirem descentralizar suas atividades de P&D. Para Quadros, a entrada desses fornecedores na cadeia global de inovação não ocorreu por uma decisão das multinacionais, de cima para baixo, mas sim no sentido contrário, a partir do desenvolvimento de suas capacidades de inovar.

 

Fonte: http://www.inovacao.unicamp.br

Data: 03/12/2012

A obrigatoriedade de três itens de segurança em todos os veículos brasileiros, o airbag, o freio ABS e o rastreador (nesse caso contra roubos) está levando a indústria de autopeças a inaugurar linhas de produção, contratar pessoal e nacionalizar componentes. Também atraiu mais uma fabricante. A coreana Mando inaugurou fábrica de airbags em Limeira (SP) em maio, inicialmente para atender à Hyundai, mas com planos de fornecer para outras marcas.

A Takata, líder do mercado de airbags, planeja uma filial em Pernambuco para fornecer airbags à fábrica que a Fiat vai inaugurar em 2014. O grupo já investiu US$ 35 milhões para ampliar a produção em Jundiaí (SP) e construir uma unidade no Uruguai, que abastecerá a sede brasileira com bolsas infláveis. Nos últimos meses, contratou 350 funcionários.

Este ano, só a Takata e a TRW, as duas principais fabricantes de airbags, vão produzir 2,8 milhões de sistemas, número que será triplicado em 2014. Pela legislação, cada automóvel terá uma bolsa para o motorista e outra para o carona.

A Bosch, única fabricante de freios ABS na América do Sul, investiu R$ 22 milhões para ampliar a produção anual de 500 mil para 1,25 milhão de equipamentos em 2013. No ano seguinte, terá capacidade para adicionar mais 800 mil peças à produção, se houver demanda, informa Carlo Gibran, gerente de vendas e marketing da empresa. Além disso, a fábrica de Campinas (SP) vai produzir controles eletrônicos de estabilidade (ESP), uma evolução do ABS, e passará a adquirir no País blocos de alumínio hoje importados.

Para o airbag, o tecido especial da bolsa não é feito no País. "No futuro, podemos avaliar a possibilidade de produção local, mas precisa de muita escala", informa Airton Evangelista, vice-presidente da Takata.

A TRW ajustou a fábrica de Limeira (SP) para iniciar, este ano, a produção de airbags, parte de um investimento de R$ 15 milhões. A linha ocupa a área antes usada como centro de distribuição, que foi realocada.

Lei. A obrigatoriedade do airbag foi sancionada pelo governo em 2009 e regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Foi estabelecido um cronograma que previa os itens em 8% dos automóveis em 2010, 15% em 2011, 30% em 2012, 60% em 2013 e 100% em 2014.

Várias empresas anteciparam a escala. Este ano, Gibran calcula que 40% dos novos veículos já estão saindo das fábricas com os itens de segurança. Em 2013, as empresas apostam que 70% dos carros terão os equipamentos.

"A tendência é de o próprio consumidor priorizar os carros com airbag e ABS com receio da desvalorização dos modelos que não têm esses itens", diz o diretor da TRW, Wilson Rocha. "O mesmo ocorreu na troca dos carros a gasolina pelos flex."

Segundo Gibran, hoje o conjunto com ABS e airbag frontal custa cerca de R$ 2 mil, valor que deverá cair quando a escala de produção aumentar. Algumas montadoras lançaram novos veículos com os equipamentos de série sem alterar significativamente o preço ao consumidor.

Antifurto. O rastreador terá de ser incorporado em 20% dos novos automóveis a partir de janeiro, porcentual que subirá 20% a cada dois meses, até chegar aos 100% em agosto. A Delphi decidiu produzir o equipamento na unidade do grupo na Argentina e de lá abastecer o Brasil.

Segundo Valdir de Souza, diretor da Delphi, todo o sistema foi desenvolvido nos dois países, em parceria com técnicos dos Estados Unidos. "O Brasil é o único país com a exigência desse equipamento", diz. O grupo espera deter 20% do mercado nacional, projetado em mais de 2 milhões de unidades para o próximo ano.

A Delphi vai exportar a tecnologia do antifurto para a Índia e futuramente para Tailândia e alguns países da Europa que estudam ter o sistema em seus veículos. O grupo, porém, desistiu de produzir controladores eletrônicos de ABS, projeto que havia anunciado em 2011./ C.S.

 

Fonte: http://www.estadao.com.br

Data: 19/08/2012

 

O ministro-chefe da SAC (Secretaria da Aviação Civil), ligado à Presidência da República, Wagner Bittencourt, informou que o terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, vai ter uma interligação à linha férrea para escoamento de produtos de exportação e importação. Essa ligação deverá ser feita junto com a expansão de trens metropolitanos de passageiros, que interligará 14 cidades à Capital e ao Aeroporto Internacional de Viracopos, passando por Americana.

O ramal está inserido em um plano do governo estadual aprovado anteontem e que prevê uma PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de 431 quilômetros de linhas de trens metropolitanos. “Por enquanto, já existe a licitação do TAV (Trem de Alta Velocidade), que está bem encaminhada. Enquanto isso, o governo federal está conversando com o Estado para que os trens regionais possam acessar o aeroporto em linhas segregadas, que servirão tanto para o transporte de passageiros como o de cargas”, afirmou Bittencourt.

De acordo com o ministro, as composições que farão o transporte de passageiros também levariam carga, que ficaria em vagões separados. A velocidade média projetada para esse trem é de 160 quilômetros por hora.

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o aeroporto, informou que está desenvolvendo estudos para remoção da atual linha férrea destinada ao transporte de cargas em cerca de sete quilômetros, mas que não comentaria os projetos do Estado e do governo federal.

 

Produção

 

Anualmente, de acordo com a concessionária, 280 mil toneladas em produtos exportações e importações passam pelo local, porém, daqui a 30 anos, quando termina o contrato, esse montante deve chegar a 1,5 milhão de toneladas.

O projeto dos trens metropolitanos prevê a construção de quatro linhas de trens expressos regionais saindo da Capital. Os trajetos são São Paulo-Jundiaí-Campinas-Americana, São Paulo-São José dos Campos, São Paulo-São Roque-Sorocaba e São Paulo-ABC-Santos. O investimento, por PPP, será para concessão do serviço por 35 anos. O valor total é de R$ 18 bilhões, sendo R$ 12,5 bilhões de iniciativa privada e R$ 6 bilhões por contrapartida pública.

A concessionária também ressaltou que, caso a demanda por transporte de carga por via férrea até Viracopos seja identificada, “poderá providenciar a ligação da linha férrea com o terminal de cargas de Viracopos”.

 O governo do Estado informou, através da assessoria de imprensa, que, por enquanto, não existe um projeto para essa integração e que o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, estava indisponível, ontem, para comentar o caso.

 

Fonte: Jornal Todo Dia de Americana/SP

Data: 05/12/2012

Alstom e SuperVia assinaram ontem, dia 3 de dezembro, no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, um acordo para a montagem, em Deodoro, subúrbio do Rio, de uma fábrica de trens elétricos, “encerrando o ciclo de importação de trens da China”, segundo Julio Lopes, secretário de Transportes do Estado. Parte do acordo foi entregar à Alstom a encomenda de 20 TUEs de quatro carros, conforme previsto no contrato que estendeu a concessão da Supervia até 2043.
A instalação será construída, com investimento da SuperVia, no terreno da antiga fábrica de vagões da Cia. Comércio e Construções, com 32 mil m2. Depois da inauguração da fábrica de locomotivas da Progress Rail/Caterpillar, quinta feira 29, em Sete Lagoas (MG), é a segunda fábrica de material ferroviário inaugurada em menos de uma semana, ocupando instalações desativadas. A da Progress Rail/Caterpillar foi montada dentro de uma antiga oficina da Rede Ferroviária.

Fim do ciclo chinês

“O governador me disse: só vamos comprar trens no Brasil quando fizerem uma fábrica no Rio”, declarou Julio Lopes, presentes o governador Sergio Cabral, o vice Luis Fernando “Pezão” de Souza, o presidente da Odebrecht Transport, controladora da SuperVia, Paulo Cesena, o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, e o presidente da Alstom, Marcos Costa e o diretor de Infraestrutura do BNDES, Guilherme Lacerda. “Se não fabricar no Rio, vamos comprar em outro lugar”, acrescentou. Nos últimos três anos, o governo do Rio de Janeiro importou 90 trens da China para a Supervia.
O contrato entre Alstom e Supervia foi finalizado domingo à noite, num esforço para manter a solenidade programada para ontem. Prevê que a Alstom pagará à Supervia um arrendamento pelo terreno e pelas instalações da fábrica. E que a ocupação só continuará além dos 20 TUEs se houver outras encomendas. Mas ontem, no Palácio, ninguém parecia duvidar disso: “teremos primeiro os 15 trens da Linha 4, depois os VLTs da prefeitura, depois a renovação da frota do Metrô Rio, que é da década de 70, depois um bonde moderno para Santa Tereza”, dizia Julio Lopes. “Há ainda os 10 trens adicionais que a SuperVia deve adquirir dentro do contrato de concessão”. Ao seu lado, o diretor do BNDES, Guilherme Lacerda, secundava: “vamos participar de maneira grandiosa do financiamento da Linha 4, negociando prazo de carência e taxa de juros extremamente favoráveis”. E o presidente da Supervia, aparte: “na pior das hipóteses, ficamos com uma bela oficina.
As primeiras composições, que entrariam em circulação apenas em 2016, de acordo com o contrato de concessão da SuperVia, já começarão a circular em fevereiro de 2014, dois anos antes do previsto. Todos os 20 novos trens (80 carros no total) encomendados nesta primeira fase do contrato com a Alstom serão entregues até setembro de 2014. Eles foram adquiridos diretamente pela Supervia – com financiamento de R$ 300 milhões do BNDES – dispensando licitação.
A aquisição dos trens faz parte do programa de investimentos da SuperVia que, em parceria com o Governo do Estado, aplica R$ 2,4 bilhões na revitalização do sistema ferroviário de passageiros na região metropolitana do Rio de Janeiro. Os 20 trens contarão com design inovador, ar-condicionado, passagem interna entre os vagões, sistema que não permitirá a abertura de portas durante as viagens, TVs e painéis de LED, mapa de linhas digital e capacidade para transportar até 250 passageiros por composição. No total, serão disponibilizados 20 mil lugares a mais para os clientes dos trens.
A nota de humor ficou por conta do presidente da SuperVia, Carlos Cunha, que ao fazer uma apresentação sobre a empresa disse que atualmente os passageiros sabem, ao chegar à estação Central do Brasil, de qual plataforma sairá o seu trem: “pois outro dia estava em Congonhas me preparando para embarcar no portão 2 e ouvi pelo alto falando que devido ao reposicionamento de aeronaves o embarque seria pelo portão 12. Quase perdi o voo”.

Fonte: Revista Ferroviária
Data: 04/12/2012

A GE e a Renova Energia assinaram nesta terça-feira contrato de R$ 820 milhões para o fornecimento de 230 aerogeradores, referente à energia comercializada pela Renova nos leilões de 2010 e 2011. Os equipamentos farão parte do Complexo Eólico Alto Sertão II, localizado nas cidades de Caetité, Guanambi e Igaporã, munícipios do sudoeste baiano.

O Complexo Eólico Alto Sertão II será composto por 15 parques que, juntos, terão capacidade instalada de 375MW, energia para abastecer uma cidade de cerca de três milhões de habitantes, população superior à de Brasília (DF).

Os 230 equipamentos, modelo GE 1.68-82.5, possuem contrato de operação de 10 anos que será executado a partir do Centro de Serviços da GE. unidade em construção na Bahia, que estará concluída até o início do próximo ano, com investimentos de US$ 1,5 milhão e empregará aproximadamente 60 pessoas.

De janeiro a junho deste ano, 293 turbinas eólicas da GE foram instaladas no Brasil, mais especificamente no Nordeste do país. Nos próximos dois anos, serão mais 894 equipamentos da companhia instalados em solo brasileiro, totalizando 1.7 gigawatts de potência instalada.

 

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br

Data: 04/12/2012

A Page Personnel, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado de profissionais de suporte à gestão, anuncia a criação de uma divisão especializada no recrutamento de profissionais técnicos e com experiência nos segmentos de óleo, gás e energia. Com a criação dessa divisão, o Brasil passa a abrigar a primeira unidade do grupo com atuação específica para essas áreas. 
“Queremos recrutar profissionais com conhecimento técnico nesses setores para posições efetivas e temporárias. Temos uma equipe capacitada para entender a fundo os detalhes de cada posição”, explica Adriana Caixeta, gerente da unidade de óleo, Ggás e energia da Page Personnel. 
Profissionais com habilidades em equipamentos, produtos e serviços nesses segmentos, como engenheiros, técnicos, especialistas e operadores, são algumas das posições que estão na mira da consultoria. “Há carência por esse tipo de profissional no mercado. Fizemos um trabalho de análise e mapeamento para identificar onde há pessoas com esse perfil. Por meio desse levantamento, conseguiremos atrair profissionais de outras regiões do país e reduzir o tempo de recrutamento desses profissionais”, conta a consultora.
Para o primeiro ano de atividades da divisão, a expectativa é mapear dez mil profissionais e realizar cerca de duas mil entrevistas. “O setor deve representar 15% do faturamento da Page Personnel neste ano. Para 2013, estimamos que apenas as posições técnicas representem essa fatia”, prevê Caixeta.   
 
Principais cargos e perfis procurados em óleo, gás e energia
 
Engenheiros júniors e plenos para as áreas de:
 
-  Manutenção
-  Instrumentação
-  Segurança
-  Projetos / Orçamentos / Compras / Planejamento / Processos
-  Perfuração
-  Completação
-  Equipamentos Subsea
-  Off Shore
-  Géologo / Geofísico / Petrofísico
-  DPO (Marítimo)
-  Técnico de Manutenção 
-  Técnico de Segurança
-  Técnico de Fluidos
-  Crane Operator
-  Deck Pusher
-  Transport Planner
 
Fonte: http://tnpetroleo.com.br

Data: 04/12/2012

Ocorreu entre 04 e 05/12/2012 no Rio de Janeiro, o Congresso Nacional de Tecnologia e Inovação para Projetos e Empreendimentos Industriais e de Infraestrutura (AUTEC 2012). O evento é o primeiro congresso no Brasil que reunirá a comunidade de Projetos e Empreendimentos Industriais/Infraestrutura para um amplo debate sobre como as tecnologias e inovações contribuem para os grandes desafios e demandas que as áreas de óleo e gás, petroquímica, naval, papel e celulose, mineração e siderurgia enfrentarão nos próximos anos.

Estiveram presentes representantes dos principais Owner/Operators, das empresas EPCistas, do meio acadêmico e provedores de tecnologias focando a combinação entre tecnologia e gestão para as melhores práticas em Automação de Projetos nos empreendimentos nacionais.

O encontro teve sessões técnicas e painéis de executivos e de tecnologia. As sessões executivas, em forma de mesas redondas com executivos e especialistas permitiram uma ampla visão do impacto das tecnologias e inovações nos projetos e empreendimentos. Também irão fomentar um amplo debate sobre as principais tendências tecnológicas em Automação de Projetos nos grandes empreendimentos.

Já o painel de tecnologia foi um espaço reservado aos principais provedores de tecnologias para debater as principais tendências tecnológicas que suas empresas estão investindo para os próximos anos e os trabalhos que estão desenvolvendo especificamente no mercado brasileiro.

O AUTEC 2012 contou também com uma área de exposição com a presença dos principais provedores de tecnologia, permitindo ao participante do congresso uma interação direta e em único espaço com as principais tecnologias da área de automação de projetos.

 

Fonte: http://www.portalnaval.com.br

Data: 04/12/2012

A Ford está decidida a voltar competir no mercado automotivo de luxo. Para tanto, acaba de anunciar o retorno da marca premium Lincoln, agora reestruturada como "The Lincoln Motor Company". O primeiro, de quatro novos modelos que terão a missão de atrair os clientes de luxo nos próximos quatro anos, será o novo sedã Mkz.
"Estamos anunciando um recomeço para a marca que tem sido parte do grupo Ford há mais de 90 anos", explicou Alan Mulally, presidente da Ford. "A nova Lincoln será definida por veículos de alto prestígio, como o novo Mkz, entregando qualidade, estilo único e tecnologia inovadora com substância. Junto a esses elementos, a Lincoln vai oferecer experiências pessoais surpreendentes e empolgantes para atrair os novos consumidores de luxo."
Segundo Mulally, as bases desse plano foram lançadas há alguns anos, quando a empresa se desfez de outras marcas de luxo para se concentrar no desenvolvimento das marcas Ford e Lincoln. Desde então, houve um rejuvenescimento da Ford e chegou a hora de a Lincoln seguir na mesma direção.
"Esta é a hora da Lincoln", disse Jim Farley, vice-presidente executivo global de marketing, vendas e serviço da Lincoln. "A nova economia mudou as pessoas e a sua visão do luxo. Hoje, os consumidores deste segmento tomam decisões com base no que atrai as suas paixões e não no que acreditam que vai impressionar os outros. Sabemos que precisamos continuar a supreender e encantar esses novos clientes."

 

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Data: 04/12/2012

 

A montadora sul-coreana Hyundai, em parceria com o grupo Caoa, anunciou um investimento de R$ 900 milhões na construção de uma nova fábrica de veículos em Anápolis (GO). A unidade ficará ao lado da atual, onde são montados a SUV Tucson e os dois comerciais leves HR e HD78.

As obras devem ser iniciadas no próximo ano, com conclusão prevista para 2014. A nova planta terá três novas linhas de montagem com capacidade para cerca de 200 mil veículos por ano, além de um parque de fornecedores.

O processo para a concessão de incentivos fiscais já foi iniciado pela empresa junto ao Estado de Goiás. Serão R$ 4 bilhões em créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para serem pagos até 2020.

A Hyundai Caoa tem um contrato com a matriz coreana que lhe garante mais 16 anos de exploração dos veículos da marca. O contrato, porém, não prevê carros compactos, alvo da Hyundai no Brasil.

As operações do complexo poderão ser comandadas por Antonio Maciel Neto, ex-presidente da Ford e da Suzano.

A empresa não divulgou que veículos serão produzidos na unidade.

 

Fonte: http://www.transportabrasil.com.br

Data: 30/11/2012

A crise no setor siderúrgico deve jogar para baixo o preço de venda da Steel Americas, empresa da alemã ThyssenKrupp que tem como ativos a CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), na zona oeste do Rio, e uma unidade nos EUA feita para agregar valor às placas exportadas pela usina brasileira.

Inicialmente previsto em torno de € 7 bilhões (cerca de R$ 19,4 bilhões), o preço pelos dois ativos, que podem ser comprados juntos ou separados, caiu para € 5 bilhões e hoje já se fala no mercado em valores entre € 2 bilhões (R$ 5,5 bilhões) e € 4 bilhões (R$ 11 bilhões).

 

 

Fábrica da CSA na zona oeste do Rio

Fábrica da CSA na zona oeste do Rio

 

"Tudo depende do preço. Por um preço baixo, vende. Se não for assim, será difícil. Tem que ver se os alemães estão dispostos a vender a qualquer preço", diz Catarina Pedrosa, da BES Securities.

Ela lembra que não é um bom momento para a venda, "com a Arcelor ameaçando fechar suas usinas na França se não conseguir vendê-las, a Usiminas e a CSN recuando nos seus processos de expansão e a China com excedente de produção", afirmou.

Para Rafael Weber, da Geração Futuro, o preço deve ficar entre € 2 bilhões e € 3 bilhões, "uma tremenda barganha, menos da metade do valor que eles pretendiam". Para ele, o momento de venda é ruim, com cenário ainda complicado no setor de siderurgia e sem perspectiva de melhoria no curto prazo.

 

 

Do lado dos possíveis interessados, destacam-se CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e Techint, por meio do seu braço na América Latina, Ternium, que também planeja construir uma siderúrgica no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), projeto do empresário Eike Batista.

Rafael Weber diz que o interesse na CSA se justifica por uma posição de defesa --"para não entrar mais um concorrente aqui dentro"-- e uma aposta de longo prazo.

Apesar de a CSA ser voltada para a exportação de placas, num momento em que o mundo está saturado de aço, o novo dono poderia investir numa laminadora para vendas no Brasil, um mercado que tende a crescer.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Data: 04/12/2012

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